Ciclo Application Lifecycle Management – Evento nº 1

Decorreu ontem o primeiro evento do ciclo Application Lifecycle Management, promovido pela Microsoft Portugal. Este primeiro evento, dividido em três sessões, focou principalmente o Visual Studio Team System/Team Foundation Server, quer a nível de funcionalidades actuais, quer novas features a serem incluídas na próxima versão (codename "Rosario").
 
O que há de novo no VSTS "Rosario" – Pedro Rosa
 
Nesta sessão o Pedro Rosa começou por apresentar alguns números que levaram a Microsoft a desenvolver uma ferramenta como o VSTS/TFS.
 
– Apenas 30% da generalidade dos projectos são concluídos com sucesso
– Apenas 25% do investimento é realizado na fase de desenvolvimento; os restantes 75% são gastos na manutenção
– Se um software não tem qualidade suficiente, vai ter mais custos para o cliente (tempo gasto a "aprender" a trabalhar com o software, por exemplo) do que para a equipa de desenvolvimento
O VSTS/TFS é uma ferramenta que tem por objectivo aumentar a qualidade final do software através da integração das várias fases e intervenientes de um projecto permitindo realizar desde o controlo de versões dos developers até aos relatórios de custos/progresso de um gestor de projecto, passando pelas testes ao software.
 
A partir daqui a sessão foi um showcase das funcionalidades que se esperam vir a pertencer à nova versão do VSTS, melhorada a partir do feedback dado pelos clientes/utilizadores. Um dos caminhos de evolução é a maior ligação com o "negócio", integrando ainda mais os vários intervenientes e envolvendo mais o gestor de projectos. O portal web do TFS está bastante melhorado permitindo ao PM uma visualização/comparação global de projectos, relatórios personalizados e integração com o Project/Project Server. Para os restantes intervenientes passam a ser incluídas umas "mini-ferramenta" de notificação através da qual as pessoas recebem notificações de novos work items e podem fazer o reporting de horas, mesmo sem ter o VS aberto (team-tracker). Para os testers existe outra ferramenta semelhantes que permite gerir quais os testes realizados/por realizar, bem como colocá-los em execução no TFS. Os work items também foram melhorados, sendo possível anexar conteúdos. Passa a ser possível algo deste género:
 
Developer termina um componente -> Tester fica com um teste pendente -> Teste utiliza a sua ferramenta para dar prioridade ao teste e o colocar em execução -> o teste falha e o Tester identifica a situação de erro -> O Tester grava um vídeo ou screen shots da situação de erro -> Tester cria um novo work item para o developer com o vídeo associado e faz report do bug -> O Developer recebe a notificação no team tracker, e com a ajuda do vídeo, ideintifica o bug, resolve-o, e volta a submeter o código. Ao mesmo tempo o PM pode ver quantos testes passaram/falharam e quais as implicações em tempo/custos que o bug pode ter.
 
Fiquei com a ideia que a complexidade (inicial) de utilização pode ser um pouco grande e como tal a implementação da ferramenta pode ter alguma inércia. Por outro lado, parece-me que depois de aprender a utilizá-la os benefícios em termos de gestão de informação, eficiência e qualidade final são bastante grandes!
 
Qualidade no desenvolvimento de software – José Almeida
 
Esta sessão abordou algumas funcionalidades do VSTS para ajudar a elevar a qualidade do software; destacam-se:
 
– Testes unitários: geração automática, utilização de valores de testes em base de dados ou ficheiros.
– Code coverage: determina qual a percentagem de código coberta pelos testes unitários.
– Code metrics: conjunto de indicadores de qualidade, como por exemplo "cyclomatic coverage" que indica o número de "caminhos" possíveis na execução de um método. Permite saber o nível de complexidade do método e ter uma ideia de quantos test-cases são necessários.
Foi bastante interesante enquanto introdução, porque eu desconhecia alguns dos pontos; espero fazer um post sobre isto em breve.
 
Testes de carga no VSTS
 
Para finalizar, foram apresentados os testes de carga em aplicações web através do VSTS. Nesta sessão a quantidade de informação foi um pouco exagerada, porque é possível configurar milimétricamente os testes de carga! Uma das funcionalidadesa que achei mais interessante é o facto de existir um recorder que permite gravar no IE os passos de navegação que vão compor o teste. Os vários pedidos e dados dos formulários são armazenados e podem depois ser replicados. Naturalmente, os dados de teste podem ser obtidos a partir de uma base de dados. Para além disso os vários testes podem ser reutilizados dentro de outros, podemos definir o número de utilizadores que se pretende simular, a que ritmo chegam à página, designar outra máquinas para simular utilizadores, etc. Os resultados dos testes são apresentados de forma gráfica (um pouco confuso, para quem não está habituado) e podem ser armazenados automaticamente numa BD.
 
Aqui fiquei com a ideia que não é qualquer pessoa que configura um teste de carga como deve ser, nem analisa os resultados de forma correcta. Trata-se de uma funcionalidade que deverá ser explorada por pessoas que têm apenas essa função (tester).
 
Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s